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Cotidiano Marechal Rondon

Colégios Marechal Rondon e Frentino Sackser serão instituições Cívico-Militares a partir de 2021

Votações aconteceram em forma de referendo nos dias 27 e 28

29/10/2020 10h07 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redação Fonte: Aqui Agora/Portal Nova Santa Rosa
Colégios Marechal Rondon e Frentino Sackser serão instituições Cívico-Militares a partir de 2021

Com a votação encerrada às 20 horas desta quarta-feira (28), começa a sair o resultado das consultas públicas feitas nos dias 27 e 28 às Comunidades Escolares de Colégios Estaduais do Paraná selecionados pela Secretaria de Educação e do Esporte do Estado para serem transformados em Instituições Cívico Militares.

A votação aconteceu em forma de referendo e as comunidades escolares (pais, responsáveis, alunos maiores de 18 anos, professores, agentes educacionais e funcionários) tiveram que dizer sim ou não para a implementação do formato cívico-militar, uma metodologia diferenciada proposta pelo governo estadual no começo desta semana. 

Em Marechal Cândido Rondon votação foi realizada nos colégios Marechal Rondon, localizado no Bairro São Lucas, e no Frentino Sackser, localizado no Bairro Botafogo, e, conforme o chefe do Núcleo Regional de Educação de Toledo, José Carlos Guimarães, ambos obtiveram o coeficiente necessário para a mudança de formato de ensino. “O resultado foi positivo, portanto, os dois colégios serão transformados em instituições cívico-militares a partir de 2021”, declarou ao O Presente.

O Colégio Marechal atende 405 alunos e o Frentino Sackser 579, somando, ambos, 984 matrículas.

“No Núcleo Regional de Toledo foram indicados oito colégios para serem transformados em cívico-militares: três em Toledo, dois em Marechal Cândido Rondon, dois em Guaíra e um em Palotina. A votação que aconteceu na terça e na quarta-feira já teve como resultado a aprovação pela comunidade escolar de sete colégios, apenas o Colégio Jardim Maracanã, que fica em Toledo, terá continuação da votação hoje (29), pois ainda não atingiu o coeficiente mínimo de participação dos pais (50%)”, informou ao O Presente o chefe do Núcleo Regional de Educação. 

SAIBA MAIS SOBRE ESTE MODELO

Quem vai gerir o colégio cívico-militar?

– O comando da escola terá três diretores. O diretor-geral será um
professor da rede, responsável por cuidar do conteúdo e do material
pedagógico. Subordinado ao diretor-geral, haverá um diretor militar, um
policial militar, e outros diretores, que também são servidores da rede de
Educação.

Qual o papel do militar na direção?
– O representante militar no comando da Escola fica responsável pelas
atividades cívico-militares, além da gestão de infraestrutura, segurança e
finanças. Assim, os professores ficam liberados para uma dedicação
exclusiva à educação.

Como é definido o conteúdo das aulas?
– Os educadores têm total autonomia na elaboração das aulas. A SEED irá
definir as diretrizes pedagógicas e acompanhar os colégios, sem a
interferência de militares. Não haverá mudanças na liberdade de
pensamento ou de manifestação nas escolas.

Como fica a qualidade do ensino?
– Os alunos terão maior carga horária, com destaque nas aulas de Português
e Matemática. Também haverá aulas de Educação Financeira e de
Civismo, valorizando a ética, valores morais e de cidadania.

Haverá uniforme especial?
– Os alunos dos Colégios Cívico-Militares terão uniformes próprios, que será
disponibilizado gratuitamente pelo Governo do Paraná. Haverá um
agasalho completo, camisetas e também um uniforme especial para
eventos públicos.

Qual o papel das famílias nessa estrutura?
– Um dos pilares da Escola Cívico-Militar é a aproximação entre o colégio e a
comunidade. Nesse contexto, a integração das famílias é essencial para o
processo de ensino e de aprendizagem.

Quais os benefícios dessa convivência entre civis e militares?
– A presença de militares no dia a dia do colégio vai garantir mais segurança
a toda a comunidade escolar. É a oportunidade de promover a cultura da
paz por meio da educação.

Como tudo isso impacta na formação dos alunos?
– O programa tem como foco a união entre a liberdade, a tolerância e a
promoção dos Direitos Humanos. Tudo isso para promover uma formação
humana, garantindo aos estudantes a autonomia de aprender, ensinar,
pesquisar e exercitar a sua expressão.

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